Sempre fui tratada como criança por mamãe Carolina. Resolvi que vou me cuidar e não confiar em mais nenhuma opinião dela. Vou fazer terapia com o Garfield e continuar com o psiquiatra que está me receitando remédios que me castram. Não tenho forças, e passo o dia com sono. Alfred gosta de fazer parecer que eu não tenho função nenhuma em casa a não ser atrapalhar. Ele limpa tudo com muita presa e força, e eu estou sem forças para tudo.
Quase fiquei imensamente gripada, mas por sorte tomei os remédios rápido. Fico em dúvida se minha família me ama, ou me odeia. Acredito que um pouco dos dois, nenhum deles quer ficar preso em casa. Eu passo o dia todo presa em casa e não reclamo. Tem de tudo aqui, a internet me permite viajar para vários lugares mesmo sem dinheiro.
Minha cabeça está cada vez melhor, não ouço vozes, só as minhas próprias vozes. Ficou difícil diferenciar, mas é como se fosse uma personificação do próprio Garfield na minha cabeça, que faz eu saber como me proteger. Além do meu pai, que me protege. Mas nem sempre foi assim, e eu me lembro. Vou andar com o cachorro para espairecer. Hipócrates precisa passear e eu também.
Nenhum comentário:
Postar um comentário