Eu sabia bem pouco sobre o meu marido quando o conheci,sua aparência fofa e delicada fazia eu achar que ele era algum tipo de príncipe. Mas eu me enganei. O príncipe gosta de brincar de ser sapo. Um dia quando conversávamos depois de fazer amor, descobri que meu amado já havia deflorado mais de cinquenta senhoritas sem nem ao menos ter chegado aos trinta anos. Achei absurdo, e fiquei realmente perturbada, porque a pergunta era "mas quando começou?".
Nada nele transmitia que ele tinha tamanha necessidade de ter tantos corpos diferentes, de cheiros, e fluídos vários. Fiquei enojada. Mas me lembrei que durante nosso período de namoro, fiquei um ano, quase como um comportamento premonitório, sem ao menos falar sobre sexo com meu querido pretendente. Fiquei feliz porque qualquer fluído corporal se dissipou por completo. E eu não tive a experiência de experimentar o sexo com cinquenta pessoas diferentes. Mas sim com uma só.
Ele mesmo ficou ofendido, porque eu exprimi exatamente o que pensava disso: "Como você consegue? Eu só de pensar tenho nojo". Me arrependi com a escolha de palavras, porque recebi um gelo de pelo menos três meses, do meu amado Charlie. "Gostaria de poder apagar todas essas experiências ao meu ver muito extravagantes e vulgares". Charlie apenas me respondeu com um silêncio, e um comportamento regressivo que não entendo até hoje.
Se vestiu como um menino de doze anos, e foi assistir desenhos. E eu fiquei sem poder lidar com isso. A não ser ficar em silêncio também, e tentar não imaginá-lo numa situação ridícula. Como essa de estar transando com alguém que não fosse eu. Jovem, ou muito provavelmente velha, para mim é como se fosse uma cena fantasiosa. Difícil de engolir. Nem todo chá do Mundo vai me fazer esquecer disso.
Ele não percebe que o corpo dele não combina om outro que não seja o meu. Eu fico chateada.
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