Eu só quero chamar sua atenção. Como eu acho que já disse, morei num condomínio de judeus por muito tempo, 7 anos, meus pais eram caseiros. Minha mãe a super star limpava a casa, e meu pai era piscineiro e jardineiro. Eu e meu irmãozinho, que ainda não tinha essa grande apreciação por jogos futebolísticos, estudávamos em uma escola próxima. Bastante escondida, cercada de pinheiros, e próxima a um hotel. No condomínio fizemos amizade com nossos vizinhos também filhos de caseiros, vou chamá-los aqui de Aohna e Hagrid, irmãos quase que gêmeos, mas com idades diferentes. Pareciam univitelinos, sempre juntos, e sempre brigando, a gente se deu muito bem.
Nos divertíamos andando pelo condomínio de noite, era muito seguro, tinha rondas de segurança o dia todo. Então minha mãe nem reclamava, até gostava, as vezes mandava eu sair de casa. Pegávamos walkie talkie das crianças ricas, que estavam vivendo durante a semana em outros condomínios em São Paulo, os cães, vários labradores, que os gêmeos Weasley passeavam para ganhar um dinheiro, eles iam com a gente também. A gente se separava em cada lado do condomínio, tinha o lado de ruas com nomes de pássaros, e outro com nome de flores. E ficávamos brincando de se encontrar em algum lugar, depois de invadir a casa de várias pessoas. Estilo Stranger Things sabe, as vezes o Hagrid trazia a bicicleta.
Meu pai é tão obcecado com a ideia de eu não me machucar, que vendeu minha bicicleta, para eu não cair nas ladeiras que eram muitas. Isso é uma das coisas que me incomoda até hoje. Eu tive um patinete também, que não era elétrico, mas era legal. Carolina doou para uma prima gorda minha que nem usou. Falando em piscinas, eram muitas, a maioria das casas tinham piscina. Devia ter uma três ou quatro que não. Trabalhei no condomínio um tempo depois, e me esqueci qual era o número de casas. Provavelmente no mínimo umas 150, por aí. Um dos meus primeiros empregos foi na administração do condomínio, isso me deu experiência para administrar o país.
Quem me iniciou no negócio de invadir piscinas alheias, foi o Hagrid. Um dia desses quando estávamos entediados, Hagrid: "porque a gente não pega um dia, e saí para conhecer as piscinas todas? A gente vai entrando nas que der?". E foram vários dias assim, conhecendo a casa dos outros, a maioria não tinha cerca, e as portas nem sempre estavam trancadas. Entravamos em piscinas de todas as formas possíveis, e ladrilhos de cores diferentes, e formas extravagantes. Tinha uma piscina com uma estrela gigante, símbolo de uma empresa famosa de brinquedos aqui, era a casa de um dos donos. De extremo mau gosto. Sobre nossas investigações, nem sei se os donos tinham conhecimento disso, mesmo ricos, eram só gente comum. Uns chatos, outros loucos, alguns paranoicos (como eu), alguns sovinas, outros distribuíam doces e presentes para as crianças, filhos e filhas dos funcionários, outros nem falavam com ninguém, nem da própria família. Tinham umas senhoras lá podres de rica, com depressão grave, até os guardas tinham medo de ir visitar, para entregar a correspondência.
Tinha uma família lá que era muito conhecida por ser meio macabra, a mãe extremamente depressiva, o pai um grande empresário que estava dando sinais de falência eminente, e o filho do casal dava sinais de psicopatia. Ficamos sabendo pelos guardas que ele tinha tacado fogo num ninho de gatos, além de ser incendiário sempre que se irritava com alguma coisa, se juntava com os moleques e tacava fogo no mato. Uma vez o fogo se alastrou e foi terrível, ele destruiu uma boa parte das árvores que tinham lá. Ele tinha a aparência do irmão da Lisbeth Salander, grande forte e muito loiro, olhos muito azuis. Ronald Niedermann que enterrou ela viva e me fez perder o ônibus, porque esqueci da vida lendo.
O pai dele um dia sumiu, daí começou um boato de que ele tinha fugido para a Europa. Dias depois encontraram um corpo sem cabeça na Pedra Grande, ponto turístico de uma cidadezinha rural, muito charmosa chamada Atibaia. A polícia disse que o corpo era dele, mas ninguém acredita nisso, até hoje dizem que o pai do Ronald que devia mexer com coisas obscuras para ser rico, comprou um cadáver pra fingir a própria morte. Por isso a falta de cabeça. Os Stranger Things reais; Capitu, Alfred Hitchock, Aohna e Hagrid, também adoravam as camas elásticas escondidas nos jardins secretos dos ricaços, furamos uma pulando. Lá dentro tem vários arquitetos, alguns com uns parafusos soltos, tem uma casa lá apelidada de "Casa Maluca", de um arquiteto não muito convencional. Não fui convidada para conhecê-la pessoalmente, mas Alfred me disse que tinha um escorregador no térreo que dava na sala de estar. E um banheiro inspirado em "Yellow Submarine" dos Beatles, então você imagina...
O que é verdade e o que é mentira, MEU MARIDO Charlie? Sabia que para escrever estudos de casos, os psicólogos protegem os nomes dos envolvidos? Quem é curioso? Talvez eu só queira publicar um livro? Sopros nas orelhas de Dumbo meu querido.
Nos divertíamos andando pelo condomínio de noite, era muito seguro, tinha rondas de segurança o dia todo. Então minha mãe nem reclamava, até gostava, as vezes mandava eu sair de casa. Pegávamos walkie talkie das crianças ricas, que estavam vivendo durante a semana em outros condomínios em São Paulo, os cães, vários labradores, que os gêmeos Weasley passeavam para ganhar um dinheiro, eles iam com a gente também. A gente se separava em cada lado do condomínio, tinha o lado de ruas com nomes de pássaros, e outro com nome de flores. E ficávamos brincando de se encontrar em algum lugar, depois de invadir a casa de várias pessoas. Estilo Stranger Things sabe, as vezes o Hagrid trazia a bicicleta.
Meu pai é tão obcecado com a ideia de eu não me machucar, que vendeu minha bicicleta, para eu não cair nas ladeiras que eram muitas. Isso é uma das coisas que me incomoda até hoje. Eu tive um patinete também, que não era elétrico, mas era legal. Carolina doou para uma prima gorda minha que nem usou. Falando em piscinas, eram muitas, a maioria das casas tinham piscina. Devia ter uma três ou quatro que não. Trabalhei no condomínio um tempo depois, e me esqueci qual era o número de casas. Provavelmente no mínimo umas 150, por aí. Um dos meus primeiros empregos foi na administração do condomínio, isso me deu experiência para administrar o país.
Quem me iniciou no negócio de invadir piscinas alheias, foi o Hagrid. Um dia desses quando estávamos entediados, Hagrid: "porque a gente não pega um dia, e saí para conhecer as piscinas todas? A gente vai entrando nas que der?". E foram vários dias assim, conhecendo a casa dos outros, a maioria não tinha cerca, e as portas nem sempre estavam trancadas. Entravamos em piscinas de todas as formas possíveis, e ladrilhos de cores diferentes, e formas extravagantes. Tinha uma piscina com uma estrela gigante, símbolo de uma empresa famosa de brinquedos aqui, era a casa de um dos donos. De extremo mau gosto. Sobre nossas investigações, nem sei se os donos tinham conhecimento disso, mesmo ricos, eram só gente comum. Uns chatos, outros loucos, alguns paranoicos (como eu), alguns sovinas, outros distribuíam doces e presentes para as crianças, filhos e filhas dos funcionários, outros nem falavam com ninguém, nem da própria família. Tinham umas senhoras lá podres de rica, com depressão grave, até os guardas tinham medo de ir visitar, para entregar a correspondência.
Tinha uma família lá que era muito conhecida por ser meio macabra, a mãe extremamente depressiva, o pai um grande empresário que estava dando sinais de falência eminente, e o filho do casal dava sinais de psicopatia. Ficamos sabendo pelos guardas que ele tinha tacado fogo num ninho de gatos, além de ser incendiário sempre que se irritava com alguma coisa, se juntava com os moleques e tacava fogo no mato. Uma vez o fogo se alastrou e foi terrível, ele destruiu uma boa parte das árvores que tinham lá. Ele tinha a aparência do irmão da Lisbeth Salander, grande forte e muito loiro, olhos muito azuis. Ronald Niedermann que enterrou ela viva e me fez perder o ônibus, porque esqueci da vida lendo.
O pai dele um dia sumiu, daí começou um boato de que ele tinha fugido para a Europa. Dias depois encontraram um corpo sem cabeça na Pedra Grande, ponto turístico de uma cidadezinha rural, muito charmosa chamada Atibaia. A polícia disse que o corpo era dele, mas ninguém acredita nisso, até hoje dizem que o pai do Ronald que devia mexer com coisas obscuras para ser rico, comprou um cadáver pra fingir a própria morte. Por isso a falta de cabeça. Os Stranger Things reais; Capitu, Alfred Hitchock, Aohna e Hagrid, também adoravam as camas elásticas escondidas nos jardins secretos dos ricaços, furamos uma pulando. Lá dentro tem vários arquitetos, alguns com uns parafusos soltos, tem uma casa lá apelidada de "Casa Maluca", de um arquiteto não muito convencional. Não fui convidada para conhecê-la pessoalmente, mas Alfred me disse que tinha um escorregador no térreo que dava na sala de estar. E um banheiro inspirado em "Yellow Submarine" dos Beatles, então você imagina...
O que é verdade e o que é mentira, MEU MARIDO Charlie? Sabia que para escrever estudos de casos, os psicólogos protegem os nomes dos envolvidos? Quem é curioso? Talvez eu só queira publicar um livro? Sopros nas orelhas de Dumbo meu querido.
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