Pratico com aulas pela internet. É um caminho sem volta, yoga é uma delícia, é muito intuitivo e relaxante. Você começa e seu corpo parece que pede mais. Melhora o humor, e aumenta a libido também. O que já dá uma energizada mesmo, literalmente levanta o astral. Você fica mais a vontade com seu corpo, e portanto mais saudável. Andei acordando de madrugada com espasmos de ansiedade pelo corpo, talvez devido a medicação psiquiátrica. No dia que faço minha aula de iniciante, não acordo, durmo que nem um bebê.
Gostaria de um dia ter a oportunidade de visitar a Índia. Os yogues são muito sábios. Não sei se é muito clichê buscar classes de yoga quando você tem um colapso. Que foi o que eu tive durante meu divórcio. Tentei, mas descobri que a prática da yoga também requer um bolso cheio de reais. No momento estou sem um tostão. Uma pena, fico imaginando eu tentando fazer amizade com meus colegas de prática, e eles querendo paz. Ao que parece, pelo menos no momento minha prática vai ser fundamentalmente íntima, eu comigo mesma. Estou na crise dos 27, agora 28, nunca pensei tanto na minha vida, passado e futuro, nem quando fazia terapia.
Mas o negócio é real, andei me sentindo bastante esquisita, e essa sensação estranha está sumindo. Nunca deixo de pensar no Charlie, sua carreira internacional anda de vento em popa. Ele foi aceito em uma nova série de mistério, fico feliz por ele. E eu aqui pensando em voltar a estudar. Não esse ano, só no ano que vem. Aliás, o fim de ano é outro motivo para yogar. Sempre me senti muito mau com finais de ano. Não sei direito porque. Fico desconfortável. E odeio os fogos de artifício com barulho.
Acho bonito eles no céu, mas os silenciosos, com certeza são os mais charmosos, ao meu ver. Não levo a yoga muito a sério, não vejo como prática religiosa, mas sim como algo que me faz bem, me reconecta comigo mesma, e deixa meu corpo mais saudável. Estou precisando desse tempo para mim. Estou evitando os programas de TV, e assistindo séries mais leves, e confortantes. Tudo para prezar minha saúde mental. Fiquei com raiva de minha mãe Carolina, por não deixar eu assistir um filme de terror um dia desses. Mas agora compreendo que ela estava certa. Não estou bem para isso. Tem dias que parece que voltei a ser criança.
Isso é bom e mau. Por conta de Azrael, Charlie e eu mantemos contato. Ele parecia que estava em um relacionamento sério com uma atriz. Mas ao que parece não deu muito certo. Está solteiro como eu. E as vezes me manda mensagens perguntando se eu quero jantar com ele. Essas escolhas que tenho que fazer agora andam me deixando nervosa. É difícil se reaproximar dele, ficou complicado até me lembrar do porque nos separamos. Acho isso perigoso, porque se acabou foi por um bom motivo, esse que eu nem me lembro mais. Mas vou deixar o tempo decidir, não nego que ainda sinto alguma coisa por ele. Ele não mudou nada, continua atencioso como sempre foi. Essa é a característica principal que fez com que eu me apaixonasse por ele. Ele me observa, sempre com cuidado. Eu amo isso. E faz tempo que não me apaixono por ninguém. Esqueci qual é a sensação, mas sinceramente prefiro continuar assim. Me relacionando com a yoga.
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