Ninguém está à salvo de olhares maliciosos. Qualquer movimento em falso pode ser interpretado de uma forma errada. Errada? Quem tá complicando as coisas? Assédio sexual a deficientes mentais é assunto muito sério. Uma vez vi um vídeo de uma moça não sei se drogada, eu não tô falando de maconha não, era tipo aquela droga que deixa as pessoas meio zumbis muito perturbador ela agia como um animal, "pó de macaco" pelo nome popular. Ou pode ser que tinha mesmo uma pertubação mental, enfim, ela estava sendo abusada por dois homens. Muitos distintos os dois, poderiam ser facilmente confundidos com bons doutores. Vamos chamar eles aqui de Salém e Hypnos. Sempre silicitos em proteger a paciente doentinha. É tanta agulha, é tanta injeção, anestesias gerais? Porque não? Ninguém se importa com ninguém.
Uma moça solteira não é ninguém. Quem vai votar em uma candidata malokera, e com fortes indícios de ninfomania? Precisa se ajeitar na vida, comer mais mel. Mel é um negócio que eu só como quando estou muito gripada, tenho tristes lembranças de mamãe Carolina me obrigando a tomar mel na colher, quente e com pingos de mel. Coisa que eu odiava, mas funciona. Adoro pão de mel, mas mel puro é horrível.
Dificilmente fico doente, mas quando fico é para derrubar. Lembro que fiquei muito ruim dos pulmões, talvez pelo excesso de trabalho (eu preciso relaxar). E fui ao hospital mais próximo ver o que podia ser feito, precisava trabalhar no dia seguinte, talvez tomando uma vacina melhorasse rápido. Os péssimos doutores que lá estavam de plantão recomendaram tirar um Raio X para ver se não era nada muito sério. Estava com mamãe, e acabada, vestida como uma mendiga. Cabelo preso, e rosto de defunta. Quando me vem o bom concurseiro do Raio X. Eu me vesti rápido para sair de casa, e não me preocupei com detalhes, estava frio, e vestia uma malha listrada, branca com listras pretas. Não tinha o brilho Estrelar de Sempre. O cara do Raio X, um moço muito bem afeiçoado, já chegou me olhando meio assim de lado, devia ter 1,80, moreno, todo de branco... muito atraente, mas meio burro.
Raio X: (me olhando meio desconfiado) Você está de sutiã?
Achei a pergunta bastante invasiva, e assim de supetão, mas achei que ele sabia o que estava fazendo, então respondi.
Capitu: Não.
Raio X: (Com uma cara fechada, a boca meio tremendo) Não, eu perguntei se você está de sutiã?
Capitu: Não ! (Eu não tinha nem forças para gritar, e me vem um imbecil numa hora dessas).
Fui ao hospital à noite, porque foi o horário que comecei a passar mais mal. E minha mãe ouvindo nosso flerte medicinal, incrédula. Indo para a pequena e intimista sala de Raio X, me virei para minha mãe, como se dissesse; "Você não vem comigo?". Ela nem se mexeu, eu já era de maior e ela deve ter pensado, pode ser uma boa chance, um bom partido. Sem falar que não entram acompanhantes. Entramos, o doutor parecia um dois de paus, me entregou o casaco de metal, como se fosse uma bomba relógio. Apontou o lugar onde eu deveria ficar para ser fotografada como uma modelo profissional. E ficou me olhando do seu cubículo. Uma sobrancelha em pé, e a outra deitada. Não sei se isso é sinal de poder em equilíbrio, ou de dúvidas permanentes.
Eu gosto de quem dúvida, é muito bom duvidar. E ter certeza que está certa também, não tem como fugir do destino, já tá tudo escrito, só não vê quem não quer. Ou quem está em negação? O doutor tirou sua fotinha, tirou meu casaco fashion, tomando cuidado para não me tocar, e pediu que eu saísse. Quando olhei para minha mãe, ela estava com uma cara do tipo: "Viu, é só um Nerd, não toma iniciativa". O Doutor Raio X, voltou depois com o ... Raio X, feliz, enquanto eu estava sem energia nenhuma. É falta de estímulos táteis, sabe.
Raio X: É você está sem sutiã mesmo... falou a verdade. (???)
Nem chegou a dar um diagnóstico conclusivo. Quando eu vou ter minha alta, definitiva? Ou dá ou desce. O problema não sou eu, são os outros, até minhas tosses eles replicam. Meu discurso nem precisa ser perfeito, todos votam em ir comendo pedacinhos de mim aos pouquinhos, sem mérito nenhum para Capituzinha. Eu quero um episódio sobre assédio sexual.
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